
Inaugurado a 3 de Abril de 1852, a construção do Jardim da Estrela foi iniciada em 30 de Setembro de 1842 pelos jardineiros Jean Bonard e João Francisco, que procederam à plantação de árvores e plantas.
Não foi fácil construir o Jardim da Estrela no local onde se situa, dado que o seu dono, António José de Sousa, apenas cedeu o terreno quando a Câmara Municipal de Lisboa o expropriou.
Oficialmente designado Jardim Guerra Junqueiro, tem uma área de cerca de 57000 m2 sendo o segundo maior jardim da cidade de Lisboa.

Em meados de 1870 o abastado africanista Paiva Raposo, ofereceu à Câmara Municipal de Lisboa um leão vindo de África e que a Câmara decidiu colocar no Jardim da Estrela, tendo a sua jaula ficado situada no local onde hoje se encontra o portão de acesso pela Avenida Pedro Álvares Cabral.
O leão ficou conhecido como "O Leão da Estrela", nome que deu origem a um filme português.

Espalhados pelo jardim encontram-se diversas estátuas em mármore e bronze que homenageiam ilustres figuras da história portuguesa das quais se destacam: "O Lavrador" de Costa Mota de 1913, "A Filha do Rei Guardando Patos" de Costa Mota de 1927 e o "Despertar" de Simões de Almeida entre muitas outras.
O coreto existente no Jardim de Estrela foi transferido do Passeio Público da Avenida da Liberdade para o referido jardim em 1932 por resolução camarária.

O coreto tem uma abertura em ferro forjado, base de canterina e motivos indianos nos desenhos dos arcos e das colunas. Entretanto o coreto tem-se degradado e a Câmara Municipal de Lisboa teve de realizar obras de restauro, cujos gastos ultrapassaram o valor de 100.000 euros.
O lactário é um projecto de 1882 do arquitecto José Luís Monteiro e que actualmente é explorado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa como creche, sendo um dos mais importantes edifícios do Jardim da Estrela.

Durante os anos de 1940 e 1941, o Jardim da Estrela sofreu uma remodelação motivada pela necessidade de prolongar a Avenida Pedro Álvares Cabral e alargar a Rua da Estrela, remodelação em que a Câmara Municipal de Lisboa teve a preocupação de não "roubar" espaço ao jardim, modificar a defeituosa construção dos pavimentos e tirar o maior partido das espécies existentes.
O ciclone de 15 de Fevereiro de 1941 derrubou cerca de 200 da suas árvores mais bonitas, tendo obrigado a novos estudos e a novos projectos. Sem perder de vista o seu carácter especial, substituíram-se parte das suas numerosas áreas por grandes ruas e ajardinaram-se os espaços ganhos. Devido aos estragos do ciclone plantaram-se cerca de 300 árvores de sombra escolhidas entre as variedades de maior porte.
Modernizaram-se e pintaram-se os bancos, construiram-se dois pavilhões que servem actualmente para a venda de refrescos e jornais, melhoraram-se os serviços sanitários e houve um especial cuidado com as instalações dos funcionários.
Actualmente, o Jardim da Estrela foi rebaptizado com o nome de Jardim Guerra Junqueiro em homenagem ao poeta.
Entretanto o Jardim da Estrela foi recebendo melhoramentos (alguns deles já citados anteriormente) e também perdendo alguns elementos.
O antigo lactário deu lugar a uma creche explorada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a piscina e o ringue de patinagem desapareceram, não tendo sido substituídos, o café/restaurante que antigamente era em madeira deu lugar a um café/restaurante, mas em cimento pouco adaptado à imagem do jardim.

Funciona no jardim uma casa de idosos, inaugurada em Julho de 1989 e que é da responsabilidade da Junta de Freguesia da Lapa.
O jardim possui actualmente cinco estátuas e ainda um tronco de árvore esculpido, existindo também dois parques infantis (um com estrutura em madeira e o outro com estrutura de ferro), zonas de estadia com bancos e mesas e um miradouro.


O Jardim da Estrela possuiu uma grande variedade de animais como pavões, cisnes, patos brancos e pretos e patos do Egipto.
Existem cinco entradas para o Jardim da Estrela, duas para o Largo da Estrela e as restantes para a Rua da Estrela, Rua de São Bernardo e para a Avenida Pedro Álvares Cabral.

Luís Correia, Marco Oliveira, Mário Rodrigues, Marta Barros (9ºC)